
O valor dos bons hábitos
A. W. Tozer
Um hábito é um servo útil, mas um chefe perigoso. Quanto melhor o hábito, maior o perigo.
Maus hábitos perturbam a consciência e criam um senso de desconforto interior. Muitas vezes um súbito abalo, a visão da morte, um bom sermão evangélico, a mansa repreensão de um amigo podem empurrar aquele que tem um mau hábito a um estado de angústia mental. Isaías compreendeu corretamente, quando disse: “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo” (Is 57.20).
Por sua vez, bons hábitos podem, se não forem tomadas medidas drásticas , pôr o coração numa alegre dormência. “Até onde me diz respeito”, diz a consciência, “não preciso me preocupar mais sobre o assunto. Já fiz o que tinha de fazer.” E, dessa forma, a vida perde sua espontaneidade e se torna convencional. A boa ação continua mesmo depois que a razão da sua existência já se tenha ido. O resultado disso é um Cristianismo superficial e inflexível.
Os hábitos religiosos têm a capacidade de enganar seus possuidores como poucas coisas o têm. Até onde eu sei, só há duas coisas na natureza que conseguem continuar caminhando depois de mortas: um hábito e uma tartaruga da lama[1]. Por exemplo, há muitas pessoas que têm dado graças antes das refeições constantemente por muitos anos, e contudo nunca sequer uma vez oraram de fato de coração por todo esse tempo. A vida se esvaiu desse hábito há muito tempo, mas o hábito mesmo persistiu na forma de uma repetição sem sentido.
A questão é que nós deveríamos pôr de lado todo e qualquer hábito sem sentido, rejeitando toda e qualquer frase religiosa padronizada, recusar-nos a seguir a visão de outras pessoas. Deveríamos insistir em viver de conformidade com nosso interior.
Isso nos incita a uma vida simples como a de uma criança, muito agradável a Deus, e é uma grande fonte de vigor para a alma.
As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem (Jo 10.27).
Ao homem que teme ao SENHOR, Ele o instruirá no caminho que deve escolher (Sl 25.12).
Aplica-te ao estudo da Palavra.
Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto (Is 55.6).
Onde está, ó morte, o teu aguilhão? (1Co 15.55)
Orar bem é estudar bem.
Seca-se a erva, e cai a sua flor, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente (Is 40.8).
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Em tudo dai graças (1Ts 5.18).
Ao homem que teme ao SENHOR, ele o instruirá no caminho que deve escolher (Sl 25.12).
Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro? O meu socorro vem do SENHOR, que fez os céus e a terra (Sl 121.1-2)
A vereda dos justos é como a luz da aurora, que brilha mais e mais até ser dia perfeito (Pv 4.18)
Deus tudo vê
Não temais, pequenino rebanho.
